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Pós-Graduação

Pesquisa contrasta direitos fundamentais e a moderação de conteúdo do Facebook

Estudo está disponível no livro “O dever jurídico de moderação de conteúdo pelo Facebook”, do mestre em Direito, Álerton Emanuel Poletto

Estudo está disponível no livro “O dever jurídico de moderação de conteúdo pelo Facebook”, do mestre em Direito, Álerton Emanuel Poletto

As redes sociais revolucionaram a forma de se comunicar entre as pessoas, de forma simples e instantânea. No Facebook, por exemplo, é possível compartilhar fotos, vídeos, comentários, além de interagir em grupos e páginas sobre diferentes assuntos. Para compreender como a plataforma americana administra esses dados, foi desenvolvida na Atitus Educação, a tese de mestrado “O dever jurídico de moderação de conteúdo pelo Facebook”, tendo como autor, o professor em Direito, Álerton Emanuel Poletto.

Com o crescimento do Facebook a nível mundial, onde se encontram atualmente 2.9 bilhões de usuários ativos, surgiu a necessidade de gerir as informações compartilhadas dentro da rede. Dessa maneira, a plataforma se utiliza de mecanismos de moderação, com o objetivo de filtrar, restringir e até mesmo excluir conteúdos que possam ir contra as políticas estabelecidas pela empresa.

Para analisar a temática do ponto de vista jurídico, o pesquisador explica o objetivo do estudo, ao defender que direitos fundamentais devem ser exercidos na internet e nas redes sociais. “Tivemos como propósito principal analisar e discutir juridicamente a atividade de moderação de conteúdo do Facebook, tendo em vista que essa questão se relaciona diretamente com o exercício da liberdade de expressão no ambiente digital. Assim, é de extrema relevância analisarmos o funcionamento da rede social”, considera Poletto.

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Segundo o autor, a rede social fundada por Mark Zuckerberg, pode ser comparada a um Estado. “O Facebook possui território (plataforma), cidadãos (usuários) e legislação (Termos de Uso e Padrões da Comunidade). Dessa maneira, a moderação de conteúdo é uma atividade bastante perigosa caso uma rede social não esteja engajada na promoção de um ambiente democrático e de proteção dos direitos e liberdades dos usuários”, explica.

No estudo também é destacado o que diz a Constituição Federal e o que deve ser cumprido pelos governos e pelo próprio Facebook. “A observância dos princípios constitucionais pelas redes sociais é o manifesto de uma pressão jurídica que o Direito vem exercendo para a constitucionalização do ambiente digital. Diversas normas foram decretadas e vêm sendo discutidas no âmbito internacional e no Brasil, resultando em atualizações nas políticas do Facebook e ampliação da proteção dos usuários”, finalizou Poletto.

A pesquisa foi publicada como livro pela editora Dialética e está dividida em duas partes, abordando a operacionalização da moderação de conteúdo feita pelo Facebook e os desafios e direitos fundamentais no ambiente digital. A obra pode ser adquirida na versão física ou digital.